quarta-feira, 19 de maio de 2010

Igreja do Salvador de Cabeça Santa


Fundada pela rainha Santa Mafalda (filha de D. Sancho I) no segundo quartel do século XIII, a igreja de São Salvador da Gandra (como durante séculos foi conhecida) é uma cópia mais modesta do templo de Cedofeita, no Porto, analogia tão flagrante que levou Manuel Monteiro a considerá-la um "arremedo" do monumento portuense.

As semelhanças entre os dois monumentos são maiores ao nível da decoração. Um capitel do portal lateral Sul, onde se representaram dois estilizados dragões de corpo de ave, que inclinam o seu pescoço para morder outros seres dispostos inferiormente na composição, é praticamente idêntico a outro do portal principal de Cedofeita, proximidade que levou alguns autores a reconhecer que os mesmos artistas trabalharam em ambos os templos.

Um elemento importante será o de entender o porquê de uma igreja dedicada a São Salvador ter passado, em data ainda incerta, a ser conhecida como Cabeça Santa. Com grande probabilidade, aqui existiu uma imagem de grande devoção, a ponto de o templo se diferenciar dos demais pelo seu conteúdo ainda mais sagrado. Por outro lado, nas suas traseiras existe um muito bem preservado conjunto de sepulturas antropomórficas escavadas na rocha, cuja datação é anterior ao templo do século XIII, o que aponta para uma ocupação em plena Alta Idade Média, cujo alcance científico só poderá conseguir-se através de uma investigação mais aprofundada do local. Bastante restaurado pela DGEMN, da época moderna resta apenas a Capela de Nossa Senhora do Rosário, espaço quadrangular do lado Norte, revestido por talha e azulejos barrocos. Esta igreja é monumento nacional desde 1927 e está situado na freguesia de Cabeça Santa em Penafiel. Mais um local que vale a pena visitar em Penafiel.


Classificação: Monumento Nacional (MN) pelo Dec. N.º 14 425, DG 228 de 15 de Outubro de 1927, ZEP, DG 188 de 15 de Agosto de 1951

Estilo: Românico

Igreja de São Gens de Boelhe


A igreja de São Gens de Boelhe, localiza-se na freguesia de Boelhe, Concelho de Penafiel, Distrito do Porto. Este monumento integra a Rota do Romântico do Vale de Sousa.
Esta é uma Igreja de arquitectura romântica do final do século XII, sendo a sua construção atribuída à Rainha D. Mafalda de Saboia, mulher de D. Afonso Henriques. Embora haja uma contradição visto que o Santo (São Gens de Arles-França) da igreja ainda era desconhecido em Portugal naquela época.
Arquitectonicamente, a igreja de Boelhe tem a singeleza dos templos românicos, simultaneamente ingénuos e severos, de planta quadrangular tanto no corpo da Igreja como na capela-mor, onde um pórtico com três arquivoltas guarnecidas de toros e um friso de modilhões finamente lavrados, sendo grande e severo, não destoa do pequeno tamanho do templo. À direita da frontaria, um pequeno arco sineiro e ao centro da empena, uma cruz de braços iguais. De destaque a cachorrada com figuras de cabeças de boi, figuras de bolas etc.
Interiormente o edifício permanece intacto. Junto à entrada, do lado esquerdo, exteriormente, existe uma pia também românica, sem adições nos restauros, uma verdadeira jóia românica, talvez a mais completa do concelho de Penafiel, e, na verdade, das poucas que na fachada, do lado da Epístola, conservam o campanário primitivo, o que ainda a valoriza mais.

Igreja de S. Martinho ou Matriz de Penafiel


A Igreja de S. Martinho, também conhecida como Igreja Matriz de Penafiel, está situada na Rua Direita, uma das zonas mais antigas da cidade de Penafiel.

No local onde está implantada esta igreja existiu até meados do séc. XVI a Capela do Espírito Santo, sendo que na segunda metade desse século esta capela foi demolida para dar lugar à Igreja Matriz tendo sido o espaço da capela-mor aproveitado no novo templo como capela funerária.

As obras de edificação desta igreja decorreram de 1561 a 1570, data inscrita no portal principal, sendo que em 1694 o espaço da capela-mor foi remodelado ao gosto manuelino por João Correia, rico mercador de Penafiel.

Esta igreja foi considerada monumento nacional por decreto de 16 de Junho 1910; D.G. 136, de 23 de Junho de 1910.

Anta Santa Marta - Portela


A Anta de Santa Marta também conhecida como Dólmen da Portela ou Forno dos Mouros, é um monumento megalítico português localizado em Santa Marta, Penafiel, encontrando-se representado no brasão da freguesia.

Túmulo pré-histórico, popularmente designado por Forno dos Mouros, consiste numa anta ou dólmen com câmara coberta e corredor, ao qual corresponderia uma mamoa de grandes dimensões. A câmara, poligonal, é constituída por sete esteios, sendo apenas três os que suportam a laje de cobertura. O corredor, voltado a nascente, é constituído por dez esteios e atinge cerca de seis metros de comprimento.

Os arqueólogos calculam que esta anta, formada por sete esteios e com uma laje superior com cerca de 3,3 metros por 2,1 metros, tenha sido construída no Terceiro milénio A.C. Possuiu um corredor com cerca de 6 metros de comprimento por 2,5 metros de largura, do qual só já existem dez esteios.

Foi-lhe atribuído o estatuto de Monumento Nacional em 1910 pelo IPPAR.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Boas Festas




Feliz Natal
e
Bom Ano 2010

Actividade Integradora


No dia 16 de Dezembro de 2009 realizou-se nas instalações da Associação Empresarial de Penafiel pelas 14h, a apresentação das empresas organizadoras (3PM, Indoor Sheep_Mix, Atelier das Artes e Tear de Pedra)) de uma feira de artesanato, proposta pelo Sector Terciário do Porto e promovida pelos formandos do Curso Efa - Técnico de Marketing de Penafiel.
A feira foi um enorme sucesso, excedendo todas as expectativas.
Desde já, agradecemos a todos que nos visitaram, nomeadamente à Dra. Cláudia Ribeiro (Coordenadora Curso), Dra. Lúcia Vaz (LEI), Dr. Pedro Castro (STC 5) e Eng. Mário (Sector Terciário do Porto).

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Privacidade vs exposição pessoal

Numa altura de ascensão e domínio da Internet como meio privilegiado de comunicação na sociedade internacional, nela imperando os sites de relacionamento social (como o Hi5, o MySpace, blogues pessoais, fotoblogues e semelhantes), assiste-se tendencialmente a um movimento de aproximação convergente nunca antes visto entre a comunidade. Sem dúvida, esta tendência mudará o mundo e o relacionamento pessoal afectando todas as faixas etárias e classes sociais.

A privacidade é aquilo que é íntimo da pessoa, que é pessoal e que a pessoa tem direito a guardar como sendo apenas seu. A privacidade pode ser posta á prova na internet pode ajudar pessoas a encontrarem-se ou construir novas amizades e relacionamentos. Também pode provocar constrangimentos, perversões, pode roubar a liberdade dessas mesmas pessoas sem ao menos lhes dar a possibilidade de escolha. A não ser que se mantenham alheias às novidades tecnológicas que podem proporcionar maravilhas. Um desses vícios sociais causados pela auto-exposição num mecanismo de relacionamentos como o Orkut é justamente a possibilidade da invasão da sua privacidade, ou a utilização de informações, que venha a disponibilizar, para actos ilícitos ou prejudiciais á sua pessoa, ou mesmo a exposição social pela qual estará imposta permanentemente Nesse intento, a utilização do Orkut é uma ferramenta de invasão da privacidade e de absorção de informações alheias.