quarta-feira, 19 de maio de 2010

Igreja de São Pedro de Abragão


Tipologia: Igreja/Mosteiro

Classificação: Monumento Nacional (MN) por Dec. N.º 129/77, DR 226, de 29 de Setembro de 1977.

Cronologia:
séc. XI-XII – Edificação original (desaparecida);
séc. XIII – Edificação românica;
1668 – Reconstrução da nave;
1820 – Acrescento da torre sineira;
1975 – Suspensão das obras de remoção do pavimento original;
1991 – Substituição das portas exteriores
1993 - Restauração da talha do altar-mor;
2004/2006 – Obras de conservação geral da igreja no âmbito do projecto da Rota do Românico do Vale do Sousa: limpeza, reforço e pinturas dos vãos exteriores, substituição de algumas caixilharias e instalação eléctrica; conservação e restauro da pintura do calvário situada na sacristia; conservação do guarda-vento, obras de conservação de interiores e da sacristia e arranjo urbanístico do espaço envolvente.

História: A existência da Igreja de São Pedro de Abragão (concelho de Penafiel) está documentada desde 1105, data em que Paio Peres Romeu doa, em testamento, “a quarta parte de Sancto Petro de Auregam ao Mosteiro do Salvador de Paço de Sousa”, embora tenha sido totalmente remodelada no século XIII, por iniciativa de D. Mafalda, filha do rei D. Sancho I, de acordo com a tradição.

Em 1668, a nave românica é demolida para permitir a construção de uma nova, mais ampla.

Em 1820, é-lhe acrescentada uma torre sineira. A cabeceira, e o respectivo arco cruzeiro, constituem os únicos elementos românicos que restam da construção original.

Igreja da Misericórdia de Penafiel


Com existência conhecida desde o século XVI, e sediada na capela em frente da matriz, a Misericórdia de Penafiel apenas beneficiou de igreja própria na segunda década do século XVII.

A sua edificação deve-se à iniciativa do padre Amaro Moreira, cujas doações e legados pios permitiram fortalecer a Irmandade e construir uma nova igreja (no denominado rossio das Chãs), na qual foi sepultado (na capela-mor). As obras tiveram início na década de 1620, estando concluídas, muito possivelmente, em 1631, data que figura numa inscrição patente na capela-mor, que nos informa ainda da dotação de Amaro Moreira.

O partido arquitectónico adoptado é, de alguma forma, ambíguo, e ainda que se possa inscrever numa linguagem maneirista, motiva análises como a seguinte: "a igreja da Misericórdia corresponde a uma tipologia de austeridade, fiel à traça sem estilo, (...) que imperou pelo país desde o início da década de 60 do séc. XVI, com a tendência gradual para o predomínio das ordens dórica e toscana.

Trata-se de um edifício assumido na sua forma chã, mesclado de elementos eruditos, no qual a gramática clássica se articula segundo uma estética de liberdade". O seu frontispício, concebido como um retábulo, inscreve-se nas denominadas fachadas-retábulos. É delimitado por pilastras, nos cunhais, que acentuam a sua verticalidade, sendo que a do lado direito separa o alçado da torre sineira, setecentista, que se eleva bem acima da linha da empena, terminando numa cúpula bolbosa, revestida por azulejos. No interior, a nave única e a capela-mor, alta e bastante profunda, são articuladas pelo arco triunfal, flanqueado por pilastras e encimado por frontão triangular.

Na capela-mor, o tecto é em caixotões de cantaria, numa composição de linguagem seiscentista, tal como o Arcozelo onde se inscreve o túmulo de Amaro Moreira e seus descendentes. O património integrado que hoje podemos observar neste interior é muito posterior, remontando na sua grande maioria ao final do século XVIII e inícios da centúria seguinte, e substituído os originais de época barroca.

A linguagem aqui presente é já neoclássica, conhecendo-se os nomes dos entalhadores responsáveis pela execução dos retábulos.

Santuário de Nossa Senhora da Piedade Santos Passo (Igreja do Sameiro)


Este santuário foi construído em finais do séc.XIX a par do belo Parque Zeferino de Oliveira, popularmente conhecido por Jardim do Sameiro, num encantador estilo romântico, com a cidade a seus pés.

Situado no ponto mais alto da cidade de Penafiel o Santuário de Nossa Senhora da Piedade, também conhecido como Santuário do Sameiro, é um dos locais mais famosos e visitados da região. Daqui o panorama é de excelência, desenvolvendo-se o jardim ao longo de vários patamares que enaltecem os materiais da zona e primam pelas belas cores da vegetação nos canteiros, promovendo bonitas e coloridas paisagens, num local de grande paz de espírito.

Igreja do Salvador de Cabeça Santa


Fundada pela rainha Santa Mafalda (filha de D. Sancho I) no segundo quartel do século XIII, a igreja de São Salvador da Gandra (como durante séculos foi conhecida) é uma cópia mais modesta do templo de Cedofeita, no Porto, analogia tão flagrante que levou Manuel Monteiro a considerá-la um "arremedo" do monumento portuense.

As semelhanças entre os dois monumentos são maiores ao nível da decoração. Um capitel do portal lateral Sul, onde se representaram dois estilizados dragões de corpo de ave, que inclinam o seu pescoço para morder outros seres dispostos inferiormente na composição, é praticamente idêntico a outro do portal principal de Cedofeita, proximidade que levou alguns autores a reconhecer que os mesmos artistas trabalharam em ambos os templos.

Um elemento importante será o de entender o porquê de uma igreja dedicada a São Salvador ter passado, em data ainda incerta, a ser conhecida como Cabeça Santa. Com grande probabilidade, aqui existiu uma imagem de grande devoção, a ponto de o templo se diferenciar dos demais pelo seu conteúdo ainda mais sagrado. Por outro lado, nas suas traseiras existe um muito bem preservado conjunto de sepulturas antropomórficas escavadas na rocha, cuja datação é anterior ao templo do século XIII, o que aponta para uma ocupação em plena Alta Idade Média, cujo alcance científico só poderá conseguir-se através de uma investigação mais aprofundada do local. Bastante restaurado pela DGEMN, da época moderna resta apenas a Capela de Nossa Senhora do Rosário, espaço quadrangular do lado Norte, revestido por talha e azulejos barrocos. Esta igreja é monumento nacional desde 1927 e está situado na freguesia de Cabeça Santa em Penafiel. Mais um local que vale a pena visitar em Penafiel.


Classificação: Monumento Nacional (MN) pelo Dec. N.º 14 425, DG 228 de 15 de Outubro de 1927, ZEP, DG 188 de 15 de Agosto de 1951

Estilo: Românico

Igreja de São Gens de Boelhe


A igreja de São Gens de Boelhe, localiza-se na freguesia de Boelhe, Concelho de Penafiel, Distrito do Porto. Este monumento integra a Rota do Romântico do Vale de Sousa.
Esta é uma Igreja de arquitectura romântica do final do século XII, sendo a sua construção atribuída à Rainha D. Mafalda de Saboia, mulher de D. Afonso Henriques. Embora haja uma contradição visto que o Santo (São Gens de Arles-França) da igreja ainda era desconhecido em Portugal naquela época.
Arquitectonicamente, a igreja de Boelhe tem a singeleza dos templos românicos, simultaneamente ingénuos e severos, de planta quadrangular tanto no corpo da Igreja como na capela-mor, onde um pórtico com três arquivoltas guarnecidas de toros e um friso de modilhões finamente lavrados, sendo grande e severo, não destoa do pequeno tamanho do templo. À direita da frontaria, um pequeno arco sineiro e ao centro da empena, uma cruz de braços iguais. De destaque a cachorrada com figuras de cabeças de boi, figuras de bolas etc.
Interiormente o edifício permanece intacto. Junto à entrada, do lado esquerdo, exteriormente, existe uma pia também românica, sem adições nos restauros, uma verdadeira jóia românica, talvez a mais completa do concelho de Penafiel, e, na verdade, das poucas que na fachada, do lado da Epístola, conservam o campanário primitivo, o que ainda a valoriza mais.

Igreja de S. Martinho ou Matriz de Penafiel


A Igreja de S. Martinho, também conhecida como Igreja Matriz de Penafiel, está situada na Rua Direita, uma das zonas mais antigas da cidade de Penafiel.

No local onde está implantada esta igreja existiu até meados do séc. XVI a Capela do Espírito Santo, sendo que na segunda metade desse século esta capela foi demolida para dar lugar à Igreja Matriz tendo sido o espaço da capela-mor aproveitado no novo templo como capela funerária.

As obras de edificação desta igreja decorreram de 1561 a 1570, data inscrita no portal principal, sendo que em 1694 o espaço da capela-mor foi remodelado ao gosto manuelino por João Correia, rico mercador de Penafiel.

Esta igreja foi considerada monumento nacional por decreto de 16 de Junho 1910; D.G. 136, de 23 de Junho de 1910.

Anta Santa Marta - Portela


A Anta de Santa Marta também conhecida como Dólmen da Portela ou Forno dos Mouros, é um monumento megalítico português localizado em Santa Marta, Penafiel, encontrando-se representado no brasão da freguesia.

Túmulo pré-histórico, popularmente designado por Forno dos Mouros, consiste numa anta ou dólmen com câmara coberta e corredor, ao qual corresponderia uma mamoa de grandes dimensões. A câmara, poligonal, é constituída por sete esteios, sendo apenas três os que suportam a laje de cobertura. O corredor, voltado a nascente, é constituído por dez esteios e atinge cerca de seis metros de comprimento.

Os arqueólogos calculam que esta anta, formada por sete esteios e com uma laje superior com cerca de 3,3 metros por 2,1 metros, tenha sido construída no Terceiro milénio A.C. Possuiu um corredor com cerca de 6 metros de comprimento por 2,5 metros de largura, do qual só já existem dez esteios.

Foi-lhe atribuído o estatuto de Monumento Nacional em 1910 pelo IPPAR.