quarta-feira, 19 de maio de 2010

Túmulo de S.Roque


Sarcófago em granito, com tampa prismática lisa, em quatro águas e de secção hexagonal.

Sem decoração, o arcaz apresenta uma epígrafe num dos laterais que identifica Frei António da Ressurreição, padre franciscano que faleceu em 1577 vítima da epidemia que atingiu a cidade de Penafiel (então lugar de Arrifana de Sousa), e em memória de quem a população mandou fazer o túmulo, como agradecimento pelo auxílio prestado aos enfermos.

A salvaguarda deste património está a cargo da DAPA (Divisão de Arqueologia preventiva e de acompanhamento), cabe-lhe a responsabilidade de monitorizar o estado de conservação dos monumentos e sítios arqueológicos, propor a definição de normas a que deve obedecer o impacto arqueológico de obras, públicas ou privadas, em meio terrestre ou subaquático.

Venha conhecer o seu passado, visite Penafiel…

Roteiro monumental de Penafiel


Património Arqueológico

Trata-se de uma cidade proto-romana.

Integra a recentemente criada Rota dos
Castros e Verracos da Fronteira Hispano-Lusa.

Este povoado castrejo de época romana, fundado no século I d.C., localiza-se nas freguesias de Oldrões e Galegos.

Fortificado com duas linhas de muralhas, o castro possui uma extensa área habitada, com cerca de 22 hectares, e apresenta diversas reformulações urbanísticas, sendo possível observar vários tipos de construção.

O topo do castro é coroado pela acrópole, delimitada por um espesso muro e estéril em construções interiores. Aí se desenrolariam actividades diversas, como jogos, assembleias, mercado, etc.

Destaque, ainda, para a muralha do século I, em cuja entrada se encontravam duas estátuas de guerreiros galaicos, actualmente no Museu Municipal.

As escavações no castro de Monte Mozinho tiveram início em 1943, foram retomadas em 1974, e desde então não mais pararam, podendo o espólio ser visto no Museu Municipal de Penafiel.

Pelourinho de Penafiel


Freguesia: Penafiel

Lugar: Largo do Município

Historia: Na antiga localidade de Arrifana do Sousa foi fundada uma villa, no século IX, que viria a dar origem ao concelho de Penafiel. Segundo parece, esta villa teve primeiro foral anterior à nacionalidade, dado ainda pelo Conde D. Henrique, e confirmado por D. Afonso Henriques. Teve ainda foral novo, de D. Manuel, outorgado em 1519. O actual topónimo, ainda que já referenciado documentalmente a partir do século XI, só ficaria definitivamente estabelecido em 1770, quando D. José lhe concedeu o título de cidade. Conserva um pelourinho, hoje levantado na Praça do Município de Penafiel, mas que foi originalmente construído na Arrifana, junto do velho tribunal e cadeia comarcã.

Descrição: O pelourinho está implantado num dos extremos da praça, junto da cabeceira da Igreja da Misericórdia, sabendo-se que em finais do século XIX e início do século XX se encontrava noutro local do mesmo largo. Eleva-se sobre plataforma singela, circular, sobre a qual assenta a base da coluna, em plinto quadrangular com arestas chanfradas. A coluna possui fuste cilíndrico e liso, sendo rematada por um estreito astrágalo, a partir do qual se desenvolve o remate. Este é constituído por um tronco cónico liso, com perfil côncavo e rebordo inferior, muito alongado, de forma a atravessar uma grande bola, de cujo topo sai a extremidade do cone. Aí se crava uma longa haste de ferro, rematada em cruz de Cristo vazada, e com pequena esfera e bandeirola de catavento a meio.

Classificação: M.N., Decreto de 16 de Junho de 1910, D.G. 136, de 23 de Junho de 1910

Mosteiro e Aqueduto de Bustelo



A fundação do Mosteiro de Bustelo remonta ao século X, sendo certa a sua existência em 1065. Terá sido fundado pelo filho mais velho de Nuno Pais, ilustre fidalgo pertencente à família dos "Sousões". Terá pertencido ao monaquismo autóctone e passado para beneditino no século XI, permanecendo fiel à Regra de S. Bento até à sua extinção, em 1834.

Pouco se conhece do que foi o Mosteiro de Bustelo antes da reconstrução, que se iniciou a 13 de Agosto de 1633. Tal restauro acabou por se desenhar numa completa reformulação do edifício anterior. O edifício que hoje existe é, todo ele, posterior a essa data.

A igreja do Mosteiro de Bustelo, de planta cruciforme, possui apreciáveis dimensões, de onde sobressai a Capela-mor e o Coro Alto. A construção da igreja iniciou-se em 1695 pela fachada principal e só viria a terminar em 1752, com a conclusão da Capela-mor. Possui, nas capelas laterais, três altares, onde sobressai num deles a imagem da Senhora da Saúde, venerada desde há muito no Mosteiro de Bustelo, com festa na segunda-feira de Páscoa. No corpo da igreja existem mais quatro altares, no entanto a grandiosidade e a beleza da igreja reflectem-se no altar-mor, em estilo rococó, dedicado ao padroeiro de Bustelo (S. Miguel) e ao fundador dos beneditinos. De facto, o altar mor só é rivalizado pelo coro alto, com um cadeirão em talha "rocaille" e onze telas a óleo descritivas da vida de São Bento e Santa Escolástica, sua irmã.

Ainda no coro, existem duas varandas, uma delas destinada a um órgão de tubos que terá sido levado dali para a igreja da Misericórdia, em Penafiel, aquando da elevação desta cidade a sede de Bispado, em 1771.

O mosteiro propriamente dito é composto por um claustro e quatro dormitórios, equivalentes aos quatro pontos cardeais. A sua situação geográfica permite, a partir dos antigos dormitórios, uma vista esplêndida. Além destes elementos, possuía, obviamente, adegas, celeiros, refeitório e cozinha, entre outros. A sua construção, iniciada em 1633, só viria a terminar no século XVIII. De realçar a presença, no centro do claustro, do herói mitológico Hércules e ainda de um relógio de sol colocado no lanço Norte do claustro.

Com a extinção das ordens religiosas após a revolução liberal de 1832-34, grande parte do mosteiro foi expropriada. Actualmente todo esse complexo está em ruínas, mas não deixa de ser apaixonante visitar e imaginar a imponência de outrora. Que tem sido preservado.

No tempo em que o mosteiro era habitado pelos monges beneditinos, o aqueduto servia para conduzir a água até ao mosteiro e o abastecer do precioso líquido.

Mosteiro de Paço de Sousa


Tipologia: Igreja/Mosteiro~

Classificação: Monumento Nacional (MN) pelo Dec. 16.06-1910, DG 136 de 23 de Junho de 1910; Desp. Março de 1986; Dec. N.º 67/97 de 31 de Dezembro.

Concelho: Penafiel

Estilo: Românico nacionalizado

Estado de Conservação: Razoável

2Festa do Padroeiro: Divino Salvador – 6 de Agosto

Horário da Visita: Por marcação

Preço da Entrada: Gratuito
E-Mail: rrvs@valsousa.pt

Localização:
Largo do Mosteiro, freguesia de Paço de Sousa, concelho de Penafiel, distrito do Porto.

Coordenadas Geográficas: Latitude: 41° 9' 57.398" N / Longitude: 8° 20' 41.085" O

História
Criado no século X, por D. Godo Trutesindo Galindes, serviu de refúgio ao abade Radulfo, aquando das invasões de Almançor (994). Este mosteiro pertencia a uma comunidade beneditina da qual fazia parte D. Godo Trutesindo Galindes, cavaleiro nobre medieval que foi ascendente de Egas Moniz, o aio de D. Afonso Henriques que ergueu neste local o seu paço.

Este mosteiro desocupado muitos anos depois da sua ocupação inicial caiu num estado de degradação, só tendo sido alvo de algumas obras de manutenção no século XI, tendo sido no entanto recuperado, reconstruído e completamente recuperado em meados do século XIII. Nessa mesma altura foi feita a ampliação da Igreja anexa tendo sido alvo de obras de restauro novamente no século XVIII e mais tarde no século XX.

Memorial da Ermida


Monumento Funerário

O monumento da Ermida está situado no concelho de Penafiel e é um exemplar da arquitectura funerária românica do século XIII, composto por memorial de plinto rectangular de quatro fiadas de silhares graníticos, com sapata, sendo a superior decorada por um sulco que torneia a plataforma, sobre a qual se ergue uma parede rasgada por arco quebrado, com aresta em toro e decoração em bolame.

O conjunto é encimado por uma cornija com friso de decoração fitomórfica biselada com remates prismáticos nos extremos. No vão do arco encontra-se uma pedra sepulcral, sendo desprovida de decoração, possuindo somente um toro em relevo que a envolve, assim como no seu vértice, estando assente em dois blocos com colunelos esculpidos que apresentam capitéis com faces humanas toscamente modeladas. O monumento encontra-se rodeado por uma base de lajes graníticas.

Existem apenas seis exemplares conhecidos deste tipo de construção de monumento funerário. Este assenta sobre uma base pétrea rectangular, na qual foi aberta a cavidade sepulcral que, de acordo com especialistas, era antropomórfica.
Um friso, no qual foram esculpidas folhas tratadas a bisel, segundo as técnicas da oficina de pedreiros que, em meados do século XIII, trabalhou no Mosteiro do Salvador de Paços de Sousa (Penafiel), remata a parte superior do monumento. Estas características estilísticas sugerem que a construção terá ocorrido em meados do século XIII. Este túmulo tem sido erradamente atribuído a D. Sousino Alvariz ou associado à lenda de Santa Mafalda, filha do rei D. Sancho I.

Em 2006/2007 – no âmbito da Rota do Românico do Vale do Sousa, foram realizadas as seguintes obras:
Conservação da pedra; conservação e valorização da envolvente.

Classificação: Monumento Nacional (MN) pelo Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 de Junho de 1910.

Janela Da Reboleira


Freguesia: Penafiel

Lugar: Quinta da Aveleda

Janela quinhentista em granito que se encontra nos jardins da Quinta da Aveleda, vinda de uma habitação do Porto na Rua da Reboleira, demolida no século XIX.
A janela, possivelmente pela sua interessante estrutura, foi poupada da demolição, e em 1880 Tomás Sandeman doou-a a Manuel Pedro Guedes, proprietário da Quinta da Aveleda, em Penafiel.

A Janela da Reboleira é uma grande janela de ângulo com balcão formada por dois arcos abatidos que se apoiam numa coluna jónica, colocada ao centro. No interior da estrutura foram edificadas duas conversadeiras, e toda a estrutura exterior é decorada com motivos vegetalistas, muito comuns nos programas decorativos manuelinos, o que indica a data da sua edificação, situando-a nos primeiros anos do século XVI. Monumento Nacional desde 1910, esta janela ainda se encontra na bela Quinta da Aveleda.

Classificação: M.N., Decreto de 16 de Junho de 1910